sábado, 18 de outubro de 2014

Pensar, o primeiro ato para não ser modinha.

Sem rodeios, pensar é o primeiro ato para não ser modinha porque pensar não está na moda. Aliás, creio que nunca esteve. Quando você pega um livro de história e lê sobre o Iluminismo, você não está lendo sobre a história da maioria do povo, e sim a de alguns pensantes que deram início a uma revolução, que, aí sim, afetou o povo.
Existe uma volúpia por querer ser “diferente” que sempre há alguém criando uma moda, digamos, um tanto quanto idiota para ter um estereótipo “diferente”. Preste atenção: estereótipo! O não ser, mas o parecer. Coisas como brincos, piercings, tatuagens, usar camisa do Che Guevara, odiar religioso, colocar em ex-bbb na política, votar na Luciana Genro (eleições 2014) e claro, publicar na rede social que votou e ignorar o fato do voto ser secreto, e blá blá blá. Depende do momento. O que levaria uma pessoa a isso, senão para aparecer e assumir que faz parte de um movimento modinha? Eu poderia citar milhões de exemplos, mas o objetivo é sempre o mesmo. Alguma coisa contra essas atitudes? NÃO especificamente. Alguma coisa contra a falta de raciocínio? SIM, totalmente. Porque uma democracia funciona por quantidade e não por qualidade. Quando você faz merda, indiretamente você está cagando na minha vida também.
Já parou para pensar que se você quer ser diferente e adere a uma moda, você não está mais sendo diferente? Talvez o grande problema social tenha sido crescer assistindo rebelde e malhação, onde o foco da vida é a aventura e a própria genitália, e não a vida em si. Eu sempre digo: “Não odeie o que ou quem a mídia te faz odiar, nem ame o que ou quem a mídia te faz amar. E principalmente, não pense como a mídia te faz pensar.”. “Por quê?”, alguém pergunta. “Porque a mídia não quer o seu bem, apenas o seu dinheiro e sua alienação”, eu respondo. “Mas ela não tem o meu dinheiro”, alguém retruca. Argh! Ela não sabe o que é alienação, eu penso. “Ela tem a sua mente, que controla o seu dinheiro e a sua vida. Se eu for de madrugada à sua casa, provavelmente a TV estará ligada, transmitindo uma chiadeira”, eu finalizo.
Quer ser diferente? Seja honesto, estude, pense, evolua e mude, porque isso não está na moda, nem nunca estará. Não pense que é um revolucionário porque foi na marcha da maconha. Aliás, maconha você consegue sem lutar, principalmente porque se você luta por isso deve ser um playboy com dinheiro sobrando pra comprar. Alguém com necessidades reais se importaria mais em lutar por saúde, educação, moradia e alimento, tudo ao que diz condições de vida dignas para um ser humano. Não gostou? Volte para a sua televisão, coloque uma camisa do Che Guevara e vá lutar pelo socialismo à custa do seu papai capitalista.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Liderança - Entre o Temor e a Ousadia

É claro que há predisposições, mas não há um líder que seja tão somente nato, ou seja, excelente por nascença. Um líder, um bom líder, é formado pela evolução e o equilíbrio de várias instâncias, dentre as quais eu cito a inteligência (tanto emocional quanto racional), a percepção (sensibilidade) e as experiências. Partindo daí uma busca contínua por adaptação e assertividade.
            De fato, o líder precisa sofrer de uma insatisfação positiva que o leva a querer sempre mais e melhor. Ambição é uma palavra apropriada, porém, não se deve confundi-la com ganância. Levando em consideração a constante mudança do mundo, o líder necessita treinar a si mesmo no que diz a: ter uma mente aberta; ser capaz de elevar os liderados em todos os aspectos; contagiá-los com alegria, confiança e empolgação no que faz (no seu objetivo); e empreender o futuro. Neste último, enfatizo a criação de estratégias, seja simples ou complexa, como fruto de antecipação e planejamento. Em outras palavras, olhar o futuro como se estivesse presente e todas as possibilidades de acontecimento.
É comum ver as pessoas com medo de enfrentarem qualquer circunstância que a coloque na liderança, por menor que seja. Aparentemente, é uma função complexa demais e exige demasiada coragem. Porém, ter medo não é pecado, nem mesmo para um líder. Até porque o medo é um ato de inteligência, uma emoção que indica o perigo. Já pensou o que seria de um líder sem a percepção e noção do perigo? Um causador de catástrofes, talvez. Portanto, coragem não é a ausência do medo, mas a capacidade de enfrentá-lo. Ousadia!
            Como o resultado do trabalho de um líder é sempre o reflexo de seus liderados, creio que seja importante citar que sempre há expectativas por parte dos liderados a serem correspondidas, e delas dependem a harmonia do grupo. Elas, as expectativas, são flexíveis de acordo ao ambiente e valores, porém, há uma “maioria”, e vou citar algumas.
  •    Recompensar o esforço;
  •   Conquistá-los sem uso de força ou amedrontamento, fazendo-os admirá-lo através dos ideais e o compartilhamento de habilidades, experiências e talentos;
  •    Oferecer sugestões técnicas, conselhos ou treinamento;
  •    Ir a frente e estar próximo à equipe, ter um laço de confiança e afetividade;
  •    Tornar a relação atraente e benéfica para os dois lados (liderança e liderado);
  •   Não mudar diante do poder e da grandeza (e isso pode ser até mesmo diante de uma pessoa);
  •    Não se fazer de vítima ou procurar culpados;
  •    Reconhecer a aceitar as diferenças.
Eu poderia escrever palavras e mais palavras sobre isso, mas acredito que já tenha entendido a essência da expectativa. É importante que se evite delas serem frustradas, apesar de nem sempre ser possível, e, para evitar frustrações e desconexões entre o líder e o grupo é importante que o líder seja muito claro quanto aos seus valores, postura, ética, planos e expectativas, e se preocupe em saber o mesmo sobre o outro lado. A imprevisibilidade, apesar de atraente em outros casos, na liderança é um forte gerador de insegurança, medo e desaprovação.
É importante também que o líder tenha uma autopercepção apurada. Não apenas na liderança, mas em tudo o que ele faz há um padrão de comportamento. Padrão que muitas vezes passa despercebido, inconsciente, num ponto cego. Já parou para pensar no efeito que suas ações, sua energia e suas palavras causam nos outros? E mais, por que você faz tudo da forma que faz? Conhecer a si próprio é um dos pontos fundamentais da boa liderança, pois quando se conhece bem a si mesmo, facilita-se conhecer os outros e suas necessidades.


Pensamentos fortes e esclarecidos + alta confiança + autopercepção = boa liderança.