quinta-feira, 30 de abril de 2015

Crônicas de um Esquerdista

“É claro que os modinhas vão ser a favor da libertinagem de legalizar tudo.”
Primeiro o modinha quer passar a noite fumando um baseado, então ele tem que ser a favor da legalização da maconha. Aí ele vai querer ficar loucão, fazendo misturas de maconha com álcool ou até mesmo outras drogas, mas é claro que ele não quer se responsabilizar pelas loucuras que fizer, então, pelo risco de engravidar alguém, ele se torna a favor da legalização do aborto; “a mina engravidou numa trepada que eu nem lembro, por que eu tenho que me responsabilizar por isso?”, ele questiona em sua consciência jamais cobrada pela sociedade brasileira e ri. Gargalha, na verdade.
 Sem contar que ele ainda pode olhar para o rosto aterrorizado da mulher que ele estuprou ou da família que estão com os olhos inchados de tanto chorar por causa de um ente querido que ele assassinou e ficar repetindo a frase: “eu sou de menor!”. Então, um pseudointelectual de esquerda aparece na cena tomada pelo horror e diz: “Coitadinho, prendê-lo não vai tirá-lo do crime”.
A família da vítima assassinada ou da mulher estuprada instintivamente irá perguntar, com todo furor de indignação: “E deixá-lo solto vai tirá-lo do crime?”; sabendo que o garoto vai se tornar ainda mais criminoso por se tornar consciente da impunidade que assola o país, e torcendo com toda a fé que puderem para ter a sorte de nunca mais encontrar esse bandido pelo caminho.
Então, o pseudointelectual, sem encontrar uma resposta inteligente, sentindo uma leve ponta de culpa na consciência, liberta o estuprador/assassino de arcar com as consequências de suas próprias atitudes.
Seguido disso, ele volta para casa e se esforça para enganar a si mesmo, mentindo várias vezes na tentativa de se convencer de que fez um bom trabalho. Mas ele não consegue. Então entra no facebook e abre a fan page do “Tico Santa Cruz” ou “Quebrando o Tabu” e lê as postagens tendenciosas que eles fazem (ou de qualquer página de esquerda).
Daí em diante, a ponta de culpa que ele sentia por ter sido injusto e desumano começa a se esvair, lentamente. Ele acende um baseado e passa a destruir um pouco mais de neurônios, se autoenganando ao agir como se portasse um diploma de medicina só porque leu um artigozinho na internet dizendo que a maconha é boa, até sua mente ficar tão anestesiada a ponto de conseguir fingir que nada aconteceu. 

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