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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O Filho Renegado – Para todos que tentaram

A carta vos apresento é de um grande amigo que me permitiu reproduzi-la desde que seu nome não fosse revelado. E pediu-me ainda que a intitulasse como “O Filho Renegado – Para todos que tentaram”.

Olá, meu nome é... Bom, meu nome não importa. E foi assim que eu me senti durante anos e anos por entre a minha família, sem nenhum timbre de importância. Não quero mudar o que se foi, só quero usar o passado para dizer que entendo sua dor e te mostrar um caminho.
Quando digo filho renegado, não estou falando de alguém que foi jogado na lata do lixo ou foi abandonado em uma casa adoção quando criança, mas de alguém que só queria se sentir amado pelas pessoas que chamou, durante muito tempo, de pai e mãe, de família.
Não foram poucas as vezes em que eu me anulei e fiz de tudo para ter um pouco de carinho, amor e atenção. Deixei de ser quem eu sou, de falar o que sinto e penso e de fazer o que eu realmente gostaria para ver se eles notavam o quanto eu precisava de um pouco de afeto deles. É verdade quando digo que nunca me senti amado. Tanto que me lembro de, um dia, em minha infância, perguntar-lhes se eu era adotado e eles rirem da pergunta.
Então você pergunta: “Eles não te deram roupa e comida? Não te colocaram na escola?” Eu te respondo: “Trocaria tudo isso e muito mais por me sentir amado. E quem sabe assim eu não precisaria ser uma pessoa indisciplinada na escola, pois era o único momento que eles voltavam a atenção para mim, nem que fosse para me xingar e me deixar de castigo. Era o único momento que eles me olhavam nos olhos e fazia parecer notória a minha existência. Eu encarava a fúria deles como a única forma de amor, a única forma de sentir que eu tinha a atenção deles”.
A coisa piora quando você tem um irmão desregrado, desobediente e arrogante, mas que recebe dos seus pais tudo o que você daria a vida para receber. De fato, meus pais nunca entenderam o efeito que causaram sobre a minha vida, e quando eu tentava lhes dizer, eles negavam e fingiam que estava tudo bem. A postura defensiva que eles adotavam não os permitia enxergar minhas dores, pois para isso precisariam admitir que erraram, e isso nunca foi um costume deles.
 Não adiantou chorar ou entrar em depressão, nem coisa semelhante a estas. Eles apenas diziam: “tratamos o seu irmão do mesmo jeito e isso não aconteceu com ele”. Não sei o que eles pensavam quando me comparavam, mas tudo o que me faziam sentir é: “Nem todo mundo é fraco como você”. Esses eram os momentos que eu mais queria fugir de casa, ir embora, não importava o que eu tivesse que fazer.
 Se você é pai ou mãe, ou pretende ser, por favor, entenda uma coisa: é impossível amar duas pessoas da mesma maneira, mas é possível fazer com que cada uma delas se sinta amada quando você olha para a alma e supre as necessidades específicas. Seria um absurdo amar quem está com fome dando-lhe agasalho, e amar quem está com frio dando-lhe comida; do mesmo jeito que é um absurdo achar que está amando quem precisa de afeto dando casa, roupa e comida. Em resumo, se você ama as pessoas do jeito que você quer e não do jeito que elas precisam, você nunca amou ninguém.
Para finalizar, quero passar o conselho que me deu forças para seguir em frente: “não busque o que nunca vai encontrar”. Eles, os pais que te negam, nunca vão tentar entender e nunca vão pedir desculpas. O jeito é, apesar de ter sido vítima da criação e do desamor incompreensível da parte deles, não fique se colocando no lugar de vítima. Erga a cabeça e siga sua vida. Mude os conceitos. Eles são bons cuidadores. Mas chame de família apenas as pessoas que se esforçam para você se sentir bem, isso vai evitar sofrimento. Não venha com discurso de que família não se escolhe, e nem venha jogar a culpa em Deus ou no destino. Ter o mesmo sangue nunca foi motivo o suficiente para amar ou esperar ser amado. E talvez esse seja o grande erro, achamos que vão nos amar como se deve amar, suprindo nossas necessidades; essa é a ilusão que causa a pior das dores, a dor de não se sentir amado, e, consequentemente, acreditar que não merece ser.
Como disse uma grande, e não politicamente correta, amiga: Não se ama com o sangue, se ama com o cérebro. E eu traduzo essa verdade da seguinte forma: Família não é quem tem o nosso sangue, é quem escolhemos para amar e proteger com todas as nossas forças, analisando e suprindo suas necessidades.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Liderança - Entre o Temor e a Ousadia

É claro que há predisposições, mas não há um líder que seja tão somente nato, ou seja, excelente por nascença. Um líder, um bom líder, é formado pela evolução e o equilíbrio de várias instâncias, dentre as quais eu cito a inteligência (tanto emocional quanto racional), a percepção (sensibilidade) e as experiências. Partindo daí uma busca contínua por adaptação e assertividade.
            De fato, o líder precisa sofrer de uma insatisfação positiva que o leva a querer sempre mais e melhor. Ambição é uma palavra apropriada, porém, não se deve confundi-la com ganância. Levando em consideração a constante mudança do mundo, o líder necessita treinar a si mesmo no que diz a: ter uma mente aberta; ser capaz de elevar os liderados em todos os aspectos; contagiá-los com alegria, confiança e empolgação no que faz (no seu objetivo); e empreender o futuro. Neste último, enfatizo a criação de estratégias, seja simples ou complexa, como fruto de antecipação e planejamento. Em outras palavras, olhar o futuro como se estivesse presente e todas as possibilidades de acontecimento.
É comum ver as pessoas com medo de enfrentarem qualquer circunstância que a coloque na liderança, por menor que seja. Aparentemente, é uma função complexa demais e exige demasiada coragem. Porém, ter medo não é pecado, nem mesmo para um líder. Até porque o medo é um ato de inteligência, uma emoção que indica o perigo. Já pensou o que seria de um líder sem a percepção e noção do perigo? Um causador de catástrofes, talvez. Portanto, coragem não é a ausência do medo, mas a capacidade de enfrentá-lo. Ousadia!
            Como o resultado do trabalho de um líder é sempre o reflexo de seus liderados, creio que seja importante citar que sempre há expectativas por parte dos liderados a serem correspondidas, e delas dependem a harmonia do grupo. Elas, as expectativas, são flexíveis de acordo ao ambiente e valores, porém, há uma “maioria”, e vou citar algumas.
  •    Recompensar o esforço;
  •   Conquistá-los sem uso de força ou amedrontamento, fazendo-os admirá-lo através dos ideais e o compartilhamento de habilidades, experiências e talentos;
  •    Oferecer sugestões técnicas, conselhos ou treinamento;
  •    Ir a frente e estar próximo à equipe, ter um laço de confiança e afetividade;
  •    Tornar a relação atraente e benéfica para os dois lados (liderança e liderado);
  •   Não mudar diante do poder e da grandeza (e isso pode ser até mesmo diante de uma pessoa);
  •    Não se fazer de vítima ou procurar culpados;
  •    Reconhecer a aceitar as diferenças.
Eu poderia escrever palavras e mais palavras sobre isso, mas acredito que já tenha entendido a essência da expectativa. É importante que se evite delas serem frustradas, apesar de nem sempre ser possível, e, para evitar frustrações e desconexões entre o líder e o grupo é importante que o líder seja muito claro quanto aos seus valores, postura, ética, planos e expectativas, e se preocupe em saber o mesmo sobre o outro lado. A imprevisibilidade, apesar de atraente em outros casos, na liderança é um forte gerador de insegurança, medo e desaprovação.
É importante também que o líder tenha uma autopercepção apurada. Não apenas na liderança, mas em tudo o que ele faz há um padrão de comportamento. Padrão que muitas vezes passa despercebido, inconsciente, num ponto cego. Já parou para pensar no efeito que suas ações, sua energia e suas palavras causam nos outros? E mais, por que você faz tudo da forma que faz? Conhecer a si próprio é um dos pontos fundamentais da boa liderança, pois quando se conhece bem a si mesmo, facilita-se conhecer os outros e suas necessidades.


Pensamentos fortes e esclarecidos + alta confiança + autopercepção = boa liderança.

sábado, 16 de agosto de 2014

Desumanização?

Estamos complexificando tanto nossos pensamentos que acabamos nos esquecendo de pensar simples; compartilhamos o desejo de ser abraçados mas não abraçamos; falamos sobre o amor mas não amamos; julgamos – e isolamos – dependentes químicos mas não largamos nossos vícios tecnológicos. Intoxicados? Talvez... “Evoluímos” tanto que mudamos o conceito de “hipocrisia” para não nos encaixarmos nele.
Chegamos a um estágio tão superficial de vida que preferimos gastar muita grana pra começar um “romance” a milhas e milhas de distância, geralmente iniciadas pela internet, do que olhar para o lado. Nossos atalhos têm aumentado a distância.
 “Ah, mas é por amor”, você diz. “Tenho minhas dúvidas”, eu respondo. Pessoas distantes só oferecem palavras – ou qualquer virtualidade¹ –, e palavras podem parecer perfeitas e serem manipuladas; sem demonstrar medos, inseguranças, ou defeitos. Um prato cheio para alimentar fantasias, ao menos por um tempo.
“Qual o problema da fantasia?”, você pergunta. “Nenhum”, eu respondo, “até ela ser confrontada com a realidade”. No mundo real as pessoas choram, são cheias de medos e defeitos. São dotadas de características que jamais mostrariam se pudessem esconder – ou manipular.
Não se beija com palavras. Não se ama sem defeitos. Não se acaricia com promessas. Não se vive de fantasias. E não se abraça com distância – mesmo que essa distância seja de apenas 2 metros, enquanto os olhos que deviam estar fitados em outros olhos estão direcionados a um maldito celular! (apenas um exemplo)
Se você gosta, não adicione na rede social, diga a ela (e).
Se quer um abraço, não exponha na internet, apenas abrace.
Se quer um beijo, não peça, converse, demonstre, tente, roube – o beijo, claro.
Se quer amar, não diga o que pensa sobre amor, demonstre, sofra e resista.
Que a tecnologia seja escrava do homem, e não o contrário. Não se desumanize – ou não se robotize! Não se esconda atrás das coisas. Mostre-se para a vida!

1 Virtualidade – aquilo que é feito ou >> simulado << através de meios eletrônicos.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Sobre ser Escritor (Ou Poeta?)

Certa vez um alguém me perguntou: “como é ser escritor (...)”. E antes que eu respondesse, acrescentou: “em uma sociedade onde escritores não são valorizados?”. Eu respondi: “Bom, depende do que você chama de valor”. E assim desenrolamos uma conversa. É claro que minha resposta vai ser transcrita nesse pequeno texto.
Levo e levei muito tempo para perceber quem sou, o que sinto e o que faço. E também, observando quem as pessoas são, como se sentem e o que fazem. Em tudo há um significado, ainda que subjetivo, e mesmo que elas não estejam conscientes dele.
Já vi e ouvi muitas pessoas sorrirem, chorarem, se entristecerem e se alegrarem lendo meus textos, minhas poesias. Já me disseram que encontraram sentido na vida, e forças para agir, dizer que ama, falar que odeia, ser ele mesmo, pedir perdão... São tantas variações.
Eu raramente digo que sou poeta, as pessoas é que me chamam assim, e eu respeito a necessidade que elas têm de colocar definições. Minha maior felicidade, e isso é o que tem valor para mim, é saber que ao ler minhas palavras as pessoas enxergam, em pouco tempo, o que levei tempos e tempos para descobrir. Eu costumo criar espelhos, e fico feliz quando as pessoas conseguem se enxergar neles.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Leia, ouça e assista. A arte é para o seu bem


Sabe quando você ouve uma música e ela mexe contigo a ponto de ouvi-la dezenas de milhares de vezes? Aquela personagem de um filme (seriado/teatro) que você se identifica e admira intensamente? Aquela história de um livro que te inspira, mexe com a tua cabeça e expande os horizontes? Sabe o que realmente está ocorrendo quando isso acontece?
Se eu fosse lhe explicar como uma história, diria que a humanidade foi criada com um quebra-cabeça interno, que em seguida foi espalhado pelo mundo. A única maneira de encontrar as parte seria pela arte. A arte de amar, de sentir, de pensar e muitas outras. O campo é vasto e complexo, é por isso que a capa desta página carrega o nome de Conselhos Versáteis.
 Há vários pedaços de nós perdidos em cada página de bons livros, nas histórias de bons filmes e nas letras poéticas de boas músicas. Estou falando de composição humana: sentimentos, emoções, pensamentos, realizações, sonhos, alma, espírito etc. Portanto, pessoas que escutam músicas de um só verso se limitam, e indica que aquelas letras literariamente pobres é tudo o que pensam sobre elas mesmas. Não é qualquer filme, música ou livro que pode ser chamado de arte. De certa forma eles são expressões de valores.
Muitos julgam um livro pela capa, eu não ligo pra isso. Mas julgo uma pessoa pelos livros que lê, o conteúdo das músicas que ouve e os filmes que assiste. Nisso consiste os traços da nossa personalidade (diferentemente do caráter que está atrelado às atitudes). E quanto mais próximo de nós está aquilo que lemos, ouvimos e assistimos, mais nos identificamos e mais nos conhecemos. Não é a toa que as histórias mais identificáveis nos emocionam e dão sentido para a nossa vida.
Precisamos ler, ouvir e assistir o que mexe com a gente para que possamos despertar em nós a parte adormecida, a parte que nunca será conhecida por preguiçosos que não entendem a importância dessas artes. Não esqueça a arte que um dia tocou o seu coração. Parte de você está inserida nela e dizendo ao som de uma voz suspirando o cansaço de uma longa busca: enfim nos encontramos.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O que pensam/falam de mim, importa? - Parte 2 (Morte do Champignon)

Queridos bons leitores, desenvolvo esse artigo tratando mais uma vez do efeito psicológico que permitimos acontecer conosco mediante a opinião alheia. Fiquei realmente atordoado em saber de uma provável vítima, o Champignon, ex-baixista da banda Charlie Brown Júnior. Depois da morte do Chorão, vocalista da banda, Champignon e os integrantes da banda decidiram criar outro grupo musical, cujo qual, Champignon passou a ser o vocalista. Alguns meses depois, na madrugada de 9 setembro de 2013 pra ser mais exato (segunda-feira), ele foi encontrado morto em sua própria casa. Infelizmente, tudo indica que este homem cometeu suicídio com um tiro na cabeça. Quero citar um fator, não determinante, mas fortemente influenciador. Segundo as mídias, poucas horas antes de morrer ele desabafou com um amigo sobre ter recebido críticas em relação a nova banda, A Banca. Disse que, na manhã de domingo, entrou em seu facebook e viu uma montagem postada mural, em que o acusava de “Judas”. Judas Iscariotes era um dos doze discípulos citados na Bíblia, conhecido na história cristã por ter sido o traidor de Jesus. (...)"Era a foto nova de A Banca, escrito em cima: 'Os Mercenários'. Na frente do Champ escreveram 'Eu sou Judas' – diz o Perí Carpigiani”. Logo depois, ao prosseguir uma conversa por telefone com seu amigo, o Perí, Champignon afirma: “A galera não sabe pelo que a gente está passando”.
            Champignon era reconhecido como um dos melhores baixistas do Brasil, e seu talento era indiscutível. É claro que existem traços de personalidades e várias subjetividades, mas quero focar num ponto crucial já citado em outros artigos. “O que vão falar ou pensar de mim?”. Sempre tratei esse assunto com seriedade, já que o tratava como uma barreira que não permitia realizar sonhos, amores e prazeres. Mas agora vejo que o negócio é mais embaixo, além de não permitir viver uma vida que vale a pena, tem aparecido como forte influenciador no suicídio. Não vou repetir o estudo já realizado, você pode encontrá-lo no blog. Separei conselhos e filosofias de grandes homens da história da humanidade, um ensinamento em comum que todos eles deram para sermos felizes, sonhadores, firmes e termos uma vida de verdade.

Não tente adivinhar o que as pessoas pensam a seu respeito. Faça a sua parte, se doe sem medo. O que importa mesmo é o que você é.
-Mahatma Gandhi

(...) Não deixe o ruído da opinião alheia sufocar sua voz interior. Tenha coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem tudo que você quer se tornar, tudo o mais é secundário.
-Steve Jobs
O caráter é como uma árvore e a reputação como sua sombra. A sombra é o que nós pensamos dela; a árvore é a coisa real.
-Abraham Lincoln 

"Preocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação. Pois a sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você .E o que os outros pensam, é problema deles".
-Bob Marley
 
Não dê atenção a todas as palavras que o povo diz, caso contrário, poderá ouvir o seu próprio servo falando mal de você; pois em seu coração você sabe que muitas vezes você também falou mal de outros. (Ec 7:21,22)
-Salomão

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Satisfeito com seus resultados?

Olá senhoras e senhores, é realmente um prazer escrever-lhes novamente. Acredito que até aqui você tenha aprendido muita coisa, ou pelo menos refletido. Acredite, meu cuidado para que você obtenha uma boa reflexão e uma possível melhoria de vida é realmente grande.

Hoje quero falar sobre um assunto que comentei há pouco tempo na faculdade e que realmente me marcou. Estava falando sobre a tríplice contingência de Skinner introduzida na análise do comportamento. É simples: Ocasião que pode ou não produzir uma Resposta que produz consequência. (O – R à C). Isso me levou a pensar na vida em questão, e o que mais leva um ser humano a ter resultados é o próprio pensamento. Claro que isso é o começo do processo, calma pessoa bonita, vou lhe explicar.

A sua vida é um resultado, um mero resultado. Resultado do quê? Das suas ações, simples assim. Porém, suas ações são resultados de como você se sente, ou seja, suas emoções. Antes disso, suas emoções só existem e se manifestam por conta do pensamento. Então teríamos:

Pensamentos à Emoções à Ações à Resultados

Capiche?

O resultado da sua vida é resultado do que você faz. Ações produzem resultados e as ações refletem as emoções. As emoções dependem do pensamento. Ou seja, pensamentos produzem resultados. Simplificando, pensamentos diferentes produzem resultados diferentes através das ações e emoções.

Tu acabaste de entender um princípio básico de vida. Não o esqueça, anote-o na sua testa, na porta da geladeira ou coloque o blog como sua página principal e seja feliz \o/.

Como mudar o pensamento?
Conheço algumas teorias que particularmente não aconselho a usar, como:
-Olhe-se no espelho todos os dias e diga, “sou bonito”.
Sabemos que a única coisa que vai acontecer se você não for bonito é se achar feio e mentiroso. Então, eu diria que não são afirmações que mudam o pensamento, mas perguntas e respostas. Entenda como resposta um comportamento e pergunta uma ocasião. Lembre-se que não existem perguntas sem respostas, porém, a latência entre a pergunta e a resposta não é fixa. Portanto pergunta é o início do pensamento, tanto que seu cérebro busca respostas para as perguntas inconscientemente.

Logo, se você fizer perguntas diferentes obterá respostas e pensamentos diferentes, que por consequência, gerarão resultados diferentes. Em palavras fáceis, as perguntas direcionam o foco do pensamento e o que você focaliza torna-se realidade. Se o cérebro não encontra a resposta, ele a procura até encontrar. Encontrá-las é um alívio!

Perguntas erradas levam o cérebro a buscar respostas erradas. Portanto, foque-se em fazer perguntas que te levem a focar nas possibilidades e nas soluções e não o contrário. Faça perguntas mais abertas, perguntas que permitam muitas respostas e que realmente te leve a pensar em tudo que é possível (não o impossível).
Está satisfeito com os resultados da sua vida? Dá pra melhorar não é? Sempre dá...

“Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.
Albert Einstein

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O que pensam/falam de mim, importa?

Senhoras e Senhores depois de quase 2 meses estou de volta, firme e forte! Acabei não tendo tempo por investir em coisas não muito merecedoras na minha vida, batalhei, sofri, me reergui, mas aprendi. Tenho que aprender antes de ensinar não é? Pois aqui estou...
Este tema é um tanto quanto comum, e na verdade, as pessoas de boa conduta já sabem a resposta dela. Difícil mesmo é praticá-la, tão difícil quanto ouvir uma música e não vir pensamentos e lembranças (pesado não é?). Mas, acredito que uma boa conscientização pode lhe ajudar a fazer coisas que muitas pessoas se rendem a não fazer e dizem ser impossível. Tudo se trata de reeducar a mente e entender conceitos. Então vamos detalhar da maneira mais resumida possível.

Falar é o ato de pronunciar palavras, fazer declarações.
Pensar é formar ideias, refletir, raciocinar.

Percebo que você já está mais inteligente. Quero focar a fala, que literalmente é pronunciada após o pensamento (por mais que sejam inúteis). Como dizia um cara da internet: “Penso, logo xingo”. Essa é a tendência natural do ser humano que vive sem limites (educação). Vou descrever a “fala” figurativamente como “língua” pra facilitar o entendimento e te mostrar quem ela é e o que pode fazer.
A língua é contaminada de soberba, não importa o quanto você seja santarrão. Ela se gaba e na primeira oportunidade, e mesmo que sutilmente, rebaixa os outros. Através dela todo o corpo é capaz de adoecer e curar. Há poder para destruir e salvar. É tão poderosa que levanta e abaixa autoestima, faz dias serem belos ou horríveis. Dá princípio a guerras e sela a paz. Inicia o amor, determina o ódio. Destrói famílias, amizades, namoros e casamentos, da mesma maneira que pode construir. Dá sentido à vida, tira toda a razão de viver. As palavras são tão poderosas que às vezes parecemos totalmente imerecedores delas.
Com a língua, protegemos coisas que não deveríamos e ofendemos pessoas que não mereciam. Então nos tornamos, mesmo sem intenção, naquilo que ofendemos ou protegemos. Em outras palavras, somos reféns de nossa própria língua.
Uma das piores características da língua, englobando o pensamento, é o papel que ela tem de vender imagem, fazer marketing. Falamos de nós sempre aumentando e sobre os outros diminuindo, talvez até mentindo sobre tal. Bonitão, não se esqueça que aumentar a verdade ou enfeitá-la é simplesmente mentir, nada mais nada menos que isso. E a língua está sempre naturalmente trabalhando nesse sentido, na imagem que os outros têm de si. A língua é um campo neutro, com grande espaço de poder para o bem e para o mal, para felicidade e para tristeza. Nela procede seus pensamentos e determina a qualidade de vida que o seu dia terá.

Focando a pergunta: O que pensam/falam de mim, importa?
Bom, se você percebeu que há tanto poder nas palavras e pensamentos, atente-se a outras perguntas: Por que eu permitiria que palavras alheias moldassem minhas atitudes?
As pessoas são boas? Todas elas me amam? Desejam o meu bem? Conhecem meus motivos? Quais delas realmente se importam mais comigo do que sua própria imagem? (Esqueça sua imagem!).
Você não é o que os outros dizem nem o que pensam de você. Entregar aos outros o poder de dizerem algo a seu respeito só acontece quando não se tem noção de quem você é, nem para que veio ou porque vive. Não tem um propósito e atenta muito mais ao que dizem, mesmo que seja uma mentira. Faça um favor a si mesmo, descreia da visão apaixonada que lhe faz ver pessoas como seres perfeitos. “Ah, mas não acho que eles são”, você diz. Então porque o julgamento deles tem tanto peso na sua vida? Afinal, pessoas imperfeitas não fazem julgamentos perfeitos, nem críticas perfeitas, nem falam sobre você o que precisa ou gostaria de ouvir.

Quer abrir mão de viver? Continue dando valor ao que pensam e dizem a seu respeito. Quer ser feliz? Pegue a opinião alheia e carimbe um “DANE-SE” gigantesco. Porque alguns momentos são imperdíveis, outros não-renováveis, muitos talvez nunca mais aconteçam e eles são preciosos e rápidos demais para você parar pra pensar no que os outros irão pensar de você.

 Somos o que protegemos e defendemos. Você quer ser você ou apenas uma imagem?

terça-feira, 10 de julho de 2012

Crianças e influências de um mundo irreal


Infância – fase inicial do desenvolvimento humano. Considero o início a fase mais importante da vida, são os primeiros passos, as primeiras ações, a criação do primeiro mundo. Tudo é real! Sem dúvidas, muito desse “real” influencia suas vidas.

Lembro de minha infância, foi simplesmente incrível rodar peão, jogar bolinha de gude, tazo e supernintendo. Tínhamos que fazer nossos jogos, usar a mente, criar, aprender e dominar técnicas, mesmo sendo simples. Hoje tudo está pronto, tudo está feito. Parece que entramos em um mundo automático, para “viver” basta apertar um botão, ou melhor, deixar de viver. O mundo vive constantes mudanças, e nós, seres humanos, não nascemos adaptados a elas. Infelizmente nem todas mudanças são para melhor.

Há algum tempo eu estava em uma “games”, vi umas crianças jogando Grand theft auto San Andreas (GTA). O jogo é bom, mas não há nada de infantil. Uma síntese do jogo: “O personagem é um homem afro e magro que no decorrer do jogo evolui gradualmente na popularidade marginal e vida bandida. Faz sexo com prostitutas, monta gangues, trafica drogas, anda de Ak 47 ou bazuca na rua e atira só pra ver o tombo, o alvo mais querido são os policiais (impressionante como esse jogo faz ter raiva da polícia).”
Em seguida, vi outros garotos jogando Dragon Ball. Um deles colocou a camisa em cima do joystick e começou a esfregar todos os botões, o jogo é o de menos, a cena mais violenta foi o tapa que o garoto tomou do dono da ‘games’ quando derrubou o Joystick no chão. O jogo nem é tão ruim, mas o anime é violento e influencia absurdamente pessoas sem conceitos formados (crianças). Elas não têm culpa, Dragon Ball é sensacional, um clássico dos animes.

Se entrares em uma escola pública infantil verá que a brincadeira é “luta” do começo ao fim. Eu mesmo soltei vários “kamehameha’s”, falo com experiência. Minha época foi o auge do dragon Ball, sempre tinha alguém soltando um. Mas parece que quanto mais tempo passar pior fica. É natural o ser humano ser territorialista e querer demonstrar força maior em relação a outros.  Porém, isso pode ser controlado com uma boa educação e civilização.

Na escola tinha uma palhaçada no formato “rank porradeiro”. Simples, um se dizia mais forte que o outro. Era normal ouvir dizer “eu bato nesse, sou mais forte que esse e blá blá blá”. Por incrível que pareça, era estabelecido um rank imaginário relacionado à força física. Tudo bem, digamos que isso impunha certo tipo de respeito entre eles. O problema era quando alguém queria subir no rank, e adivinhe... Isso se resolve na briga.
Bom, essa foi uma pequena parte de minha infância. Não sei se hoje é assim ou pior. Melhor nunca fica não é?

Você que é Pai/Mãe ou tem o desejo de ser um dia, imagine um filho. Imagine que você está com seu filho de 3 ou 4 anos assistindo “ben 10” (um anime atual): Ben 10 é um garoto de 10 anos que tem um relógio que o transforma em algum tipo de alienígena, podendo assim espancar os vilões. Às vezes se transforma em um monstro vermelho musculoso de 4 braços (esse é um dos vários). Mentalize uma forte cena de agressão física, algo envolvendo monstros. Neste momento seu filho pergunta: “O que é isso?”... Qual seria sua resposta?

Entenda, essas coisas são o que a criança toma como verdade. Crianças imitam e praticam o que vêem, isso molda suas vidas. Tente controlar o que a criança vê e dê a ele o melhor, afinal, quando crescer você não terá mais controle, apenas o respeito. Dê uma boa criação, conheça e respeite seus limites cognitivos, físicos e emocionais e seja presente principalmente na infância, isso pode gerar um belo futuro e evitar muitos sofrimentos ineficazes.